REPORTER PAULO CESAR

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sábado, 18 de maio de 2013

Pacotes com drogas, celulares e chaves de boca são atirados no pátio do minipresídio de Maringá

As visitas de familiares de presos foram temporariamente suspensas na manhã deste sábado (18) no minipresídio da 9ª Subdivisão Policial (SDP) de Maringá depois de agentes carcerários flagrarem pacotes com drogas, celulares e chaves no pátio externo da unidade.No início da manhã, quando os agentes realizavam uma revista de rotina, foram encontrados os dois grandes volumes jogados no pátio de sol da carceragem. As visitas foram canceladas temporariamente, e os policiais fizeram uma operação para evitar qualquer tipo de motim no minipresídio.Ao serem recolhidos os pacotes, a Polícia descobriu que continham 2kg de maconha, 14 celulares, carregadores, 100g de cocaína e chaves de boca com espessura compatível com os grossos parafusos e porcas utilizados para trancar a única porta que separa os detentos do pátio externo - já que cadeados e fechaduras são mecanismos facilmente quebrados.Confira as fotos abaixo.
Os policiais acreditam que o volume foi atirado de madrugada, por cima do muro de cinco metros que separa a carceragem do lado externo. Nos fundos, a altura do muro é ainda menor, de cerca de 2,5 m.
Diante da situação, a Polícia Civil teme uma rebelião, já que diversas famílias aguardavam do lado de fora da 9ª SDP para o dia de visitas. Atualmente, a carceragem abriga 350 presos em um local com capacidade para 80.
No último dia 15 de março, houve uma rebelião que durou 13h e deixou a cadeia inteira completamente destruída. Desde então, a cadeia segue em sem reformas – não há portas, nem batentes, e as paredes de concreto estão detonadas. A juíza da Vara de Execuções Penais (VEP) de Maringá, Jane dos Santos Rodrigues, bem com o Governo do Estado, sinalizaram com liberação de verba para a reforma do prédio, que não foi feita por falta de condições. Isso porque a Polícia Civil precisaria desocupar a ala masculina por um período de 10 a 15 dias para a execução dos reparos, mas não há onde colocar os detentos.

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