REPORTER PAULO CESAR

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quinta-feira, 24 de maio de 2012

APROVADO DEPOIS DE MUITA PRESAO E TROCAS DE OFENÇAS VEJAM


Em uma sessão marcada por trocas de ofensas e acusações entre a oposição e situação, os vereadores de Maringá cederam a pressão popular e aprovaram na tarde desta quinta-feira (24), em primeira votação, o projeto de lei propondo subsídios de R$ 6,9 mil para a próxima legislatura (2013-.

A proposta, apresentada em regime de urgência pela Comissão de Finanças e Orçamento (CFO) da Câmara de Maringá e assinada por todos os vereadores, recebeu 13 votos favoráveis. A decisão anula a lei aprovada em novembro do ano passado, que aumentaria em cerca de 90% e elevaria o valor dos salários para R$ 12 mil.
Há duas semanas, os vereadores rejeitaram o projeto - também de autoria da comissão - que previa a redução dos 'supersalários' para R$ 8 mil. A decisão foi alvo de críticas por parte da população e de entidades maringaenses. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e a Associação Comercial e Empresarial de Maringá (Acim) divulgaram nota de repúdios aos vereadores.
A repercussão e a insatisfação popular levaram os vereadores a retomarem a discussão. Na noite de quarta-feira (23) a polêmica ganhou um novo capítulo. Após uma reunião com os vereadores da base aliada, a comissão de finanças decidiu por um novo projeto propondo subsídios de R$ 6,9 mil.
Na tribuna do plenário, o presidente da CFO, vereador Carlos Eduardo Sabóia (PMN), disse que a mudança de posicionamento era uma resposta do Legislativo ao clamor popular. Esse também foi o argumento do líder do governo, Heine Macieira (PP), para votar favorável aos R$ 6,9 após ter se posicionado contrário aos R$ 8 mil. "Quem ganha é povo de Maringá que se posicionou contra e conseguiu mudar a opinião dos vereadores", disse.
Do lado da oposição não faltaram críticas aos vereadores que mudaram o voto. Mário Verri (PT) e Humberto Henrique (PT) se disseram surpresos com a nova proposta apesar de favoráveis a redução dos 'supersalários'. A vereadora Marly Martin (PPL) também criticou a postura dos colegas.
O vereador John Alves Correia (PMDB) respondeu as críticas da oposição dizendo que a discussão dos subsídios tinha virado uma 'guerra política' e acusou alguns colegas de usar a polêmica para ganhar votos nas próximas eleições. Ele também saiu em defesa do presidente da Casa, Mário Hossokawa (PMDB), acusado de retardar a colocação do projeto em pauta e se abster na votação passada. "O presidente não colocou o projeto em votação porque sabia que não havia consenso e os vereadores de oposição sabiam disso", afirmou.
FONTE ODIARIO

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